domingo, 25 de outubro de 2009


O ator mineiro Iran Malfitano está muito feliz com o sucesso e os elogios que está recebendo por seu primeiro vilão na TV, o Adriano, da novela “Bela, a Feia”, da Record.
“- É uma delícia fazer esse vilão. O mocinho já vem pré-definido com a índole boa, ficando muito previsível. Já o vilão tem três mil saídas possíveis, podendo caminhar para todos os lados.” – disse ele. Ainda sobre o personagem, Iran disse que o Adriano deu uma virada: antes, ele era explosivo; agora, está mais consciente.
Se você quiser ver as maldades do Adriano, é só ficar ligado em “Bela, a Feia”, na Record.

Record para Luis Bacci em seu twtter às 2:54 PM
@LuizBacci É uma grande pena você ter decidido continuar no SBT. Todos os Recordistas estavam anciosos para sua mudança.

Um Dia, o Amor foi uma telenovela brasileira produzida pela TV Tupi e exibida de 22 de setembro de 1975 a 29 de maio de 1976, contando 212 capítulos. Foi escrita por Teixeira Filho e dirigida por David Grinberg.
Trama
Ricardo e Marília se amaram e namoraram na juventude, mas não se casaram. Tempos depois, ele viúvo e ela casada, moram um em frente ao outro e vivem a se cortejar pelas janelas.
Elenco
Carlos Zara - Ricardo
Maria Estela - Marília
Henrique Martins - Amadeu
Rodolfo Mayer - Dr. Maciel
Lélia Abramo - Lucinha
Glauce Graieb - Maria Leonor
Lisa Vieira - Maria Cecília
Nádia Lippi - Maria Isabel
Felipe Carone - Zanata
Luiz Carlos de Moraes - Maurício
Fausto Rocha - Leonardo
Flávio Galvão - Válter
Amilton Monteiro - Marcos
Eleonor Bruno - Emília
Lucy Meirelles - Suely
Renato Restier - Dr. Prado
Edgard Franco - Delegado Bento
Cleyde Yáconis - Maria Eunice
Vera Nunes
Rildo Gonçalves .... Celso
A emissora investia no autor que lhe dera o sucesso Ídolo de Pano e no maior galã da casa, Carlos Zara.
A atriz Cleyde Yáconis entrou para o elenco no decorrer da novela.

sábado, 24 de outubro de 2009




Tupi - 18h


de 26 de abril de 1976 a janeiro de 1977


200 capítulos


novela de José Castellar


baseada no original de Abel Santa Cruz


direção de Edison Braga e Atílio Riccó


supervisão de Luiz Gallon


Trama Central:Os problemas familiares do viúvo Mário com a irmã noviça, Rosário, e sua filha pequena Titina, que conversa coma mãe morta, Laura.


Bastidores:



Uma novela importada devido ao sucesso que fez na América Latina.


A promoção enfatizava a união no video da família Goulart: ao lado de Paulo estava a mulher Nicete, os três filhos (Bárbara, Beth e Paulo "Goulart Filho" Miesse), e a sogra (Eleonor Bruno).


Mas Nicette Bruno, sempre ótima, estava relegada a segundo plano na história, tendo seu talento desperdiçado.


Ainda uma revelação: a então menina Narjara Turetta estreava em novelas ao viver a protagonista. Ela ainda se destacaria na Globo ao interpretar a filha adolescente de Regina Duarte em Malu Mulher. Muitos achavam que Narjara era de fato filha de Paulo Goulart, devido à semelhança entre ela e sua família.


Última novela da Tupi gravada em preto-e-branco.


Elenco:



NARJARA TURETTA - Titina


PAULO GOULART - Mário


ARLETE MONTENEGRO - Laura


SELMA EGREI - Irmã Rosário


NICETTE BRUNO - Sílvia


ELEONOR BRUNO - Madre Superiora


YOLANDA CARDOSO - Helena


SERAFIM GONZALEZ - Renato


BETH GOULART - Irmã Carolina


BÁRBARA BRUNO - Alice


RENATO CONSORTE - Padre Bernardo


JOANA FOMM - Paula


ADRIANO REYS - Estêvão


JONAS BLOCH - Ismael


SÍLVIO ROCHA - Pedro


WALDEREZ DE BARROS - Irmã Matilde


ELIZABETH HARTMANN - Maria da Graça


GLAUCE GRAIEB - Eunice


KIKO DE MICHELI - Henrique


HENRIQUE CÉSAR - Pompeo


LIZETE NEGREIROS - Irmã Natércia


MARA MIRANDA - Dulce


CÉLIA PAIXÃO - Edna


ROGÉRIO MÁRCICO - Diogo


REGINA NOGUEIRA - Irene


WILMA DE AGUIAR - Fernanda


WÁLTER PRADO - Gilberto


PAULO MIESSE (GOULART FILHO) - Demo


LUIZ ANTÔNIO PIVA - Dr. Eugênio


ASSUNTA MANTELLI


Tupi - 20h

de 4 de novembro de 1968 a 30 de novembro de 1969

novela de Bráulio Pedroso

escrita por Bráulio Pedroso, Eloy Araújo, Ilo Bandeira e Guido Junqueira

criação de Cassiano Gabus Mendes

direção de Lima Duarte e Wálter Avancini

TRAMA:

Alberto - ou Beto, como é mais conhecido - é um charmoso representante da classe média-baixa que mora com os pais, Pedro e Rosa, e a irmã, Neide, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, e trabalha como vendedor em uma loja de sapatos na Rua Teodoro Sampaio.

Com sua intuição e perspicácia, o vendedor Beto se transforma em Beto Rockfeller, primo em terceiro grau de um magnata norte-americano, e consegue penetrar na alta sociedade, através de sua namorada rica, Lu, filha dos milionários Otávio e Maitê. Assim, ele consegue frequentar as badaladas festas e as rodas da mais alta sociedade paulista.

Quem Beto preferirá afinal? A temperamental Lu, garota sofisticada e rodeada de gente importante; ou a inocente Cida, a humilde namoradinha do subúrbio? A contradição será explicada através de seu nome: Beto, humilde e trabalhador do bairro simples, e Rockfeller, sofisticado e badalado da Rua Augusta, lugar muito frequentado pela alta roda nos anos 60.

Enquanto vacila entre os dois extremos, a grã-finagem dobra-se ante seu maniqueísmo, e ele tem de fazer toda ordem de trapaça para que sua origem - que já não é segredo para Renata, uma jovem grã-fina decadente - não seja descoberta. Para se safar das confusões, o bicão Beto conta sempre com a ajuda dos fiéis amigos Vitório e Saldanha.





Uma inovação na televisão brasileira. Enquanto a superprodução era a arma da TV Excelsior para segurar a audiência, a TV Tupi apostava na linha iniciada com Antônio Maria.

A idéia inicial da novela foi do então diretor geral da TV Tupi, Cassiano Gabus Mendes. Ele chamou o dramaturgo Bráulio Pedroso para escrever os capítulos, mas como Pedroso era um homem do teatro e pouco entendia sobre televisão, seus textos eram adaptados pelo diretor da novela, Lima Duarte. Cassiano, Bráulio e Lima estavam por trás de uma trama simples, mas que mostrava nova proposta de trabalho para a televisão brasileira.

Beto Rockfeller abandonava a linha de atitudes dramáticas e artificiais que acompanhavam as novelas desde que o gênero havia chegado ao gosto nacional. Na verdade, uma primeira tentativa havia sido feita por Lauro César Muniz em 1966 com Ninguém Crê em mim na TV Excelsior, em que o tom coloquial dos diálogos rompia com os padrões estabelecidos até então. Todavia só mesmo com o trabalho de criação e o posicionamento de modernizar a linha da telenovela, foi possível adaptar o público às novas exigências. Não só os diálogos mudaram. Tudo passou por uma renovação - a estrutura da história principalmente.

O maniqueísmo vigente passa a ser integrante do próprio protagonista; o anti-herói assume os postos até então ocupados por personagens de caráter firme, sensatos, absolutamente honestos e capazes de qualquer proeza para salvar a heroína das adversidades. A sua concepção procurava se aproximar das pessoas comuns; isto é, ter as atitudes boas ou más conforme se apresenta a vida.

Um dos méritos da novela foi dar ao público uma fantasia com gosto de realidade. As notícias que andavam nos jornais da época faziam parte de sua trama. Os fatos mais sensacionais e as fofocas mais quentes eram comentadas por seus personagens.

Beto Rockfeller revolucionou até o modelo de interpretação dos atores, que passou dos exagerados gestos dramáticos para uma forma natural. O próprio Luiz Gustavo fazia questão que o personagem fosse o mais verdadeiro possível. A linguagem era coloquial, os diálogos incorporavam gírias e expressões do cotidiano. Isso fazia com que o público se identificasse com a história. Muitas vezes, os atores improvisavam suas falas, inventando diálogos que não estavam no script, o que também era novo na TV.

Eliminou-se o final de capítulo com "ganchos" forçados. E a direção não se restringiu apenas a marcar os atores em função da câmera. O despojamento dessa marcação provocou a libertação dos atores, no sentido de fazer um trabalho artístico também na televisão.

Outra inovação foi a trilha sonora, que deixou de trazer temas sinfônicos tocados por orquestras e utilizou sucessos pop da época, como os Beatles, Rolling Stones e Bee Gees. No entanto, a trilha sonora da novela não foi lançada comercialmente.

Mas nem tudo foi perfeito em Beto Rockfeller. O sucesso fez com que a emissora "espichasse" sua história, e o autor Bráulio Pedroso, em grande estafa, abandonou provisoriamente a sua obra (foi substituído por três autores liderados por Eloy Araújo). Lima Duarte também ausentou-se, sendo substituído pelo diretor Wálter Avancini. Alguns atores tiraram férias, e muitos dos capítulos eram preenchidos com qualquer "criação" de emergência: um grupo de jovens dançando numa festinha, um personagem caminhando indeciso ou então uma determinada ação, sem diálogos, era acompanhada por alguma música de sucesso. Com uma mudança tão radical, a novela poderia perder audiência, o que não aconteceu.

Tudo o que foi válido serviu de base para as novelas do futuro. Até mesmo as improvisações dentro da falta de organização da época servem de modelo até hoje. Mas, no fundo, se as novelas revolucionavam na sua fórmula, seu conteúdo era mantido o mesmo. Um vaivém em busca da audiência.

Como o protagonista, Luiz Gustavo atingiu o auge de sua popularidade e se consagrou como um grande ator da televisão brasileira.



Devido ao seu alongamento, a novela apresentou alguns personagens efêmeros, que sumiam e desapareciam de acordo com a necessidade da história. Assim surgiu Domingos, dono de uma oficina, que só aparecia de costas e que em pouco tempo morreu. Foi o caso também de Secundino, mordomo na mansão do milionário Otávio (Wálter Forster). Desse personagem o público só conhecia as mãos e a voz misteriosa. Ele também desapareceu sem que seu rosto fosse visto. Tanto Domingos quanto Secundino foram vividos pelo diretor Lima Duarte, que, por sinal, representou pelo menos uns cinco papéis na novela nesse mesmo esquema.

Foi em Beto Rockfeller que a novela recebeu, ainda que em caráter não oficial, o primeiro merchandising. Como Beto bebia muito uísque, Luiz Gustavo fez um acordo com um fabricante de um remédio contra ressaca, o Engov, e faturava cada vez que engolia o produto em cena. O combinado do ator com a empresa do Engov, que estava chegando ao mercado, era: cada vez que Beto dissesse a palavra "Engov", o ator ganharia 3 mil cruzeiros (o salário da Tupi era de 900 por mês). "Só num capítulo, falei 33 vezes, sendo 22 num telefonema!", contou Luiz Gustavo.

Beto Rockfeller foi também a primeira novela a utilizar tomadas aéreas. Os técnicos voaram de helicóptero para gravar uma cena de pesadelo do personagem-título.

Em 1970, no rastro do sucesso da novela, foi lançado o filme Beto Rockfeller, dirigido por Olivier Perroy, protagonizado pelo ator-personagem Luiz Gustavo, mas sem repercussão.

Em 1973, Bráulio Pedroso escreveu uma continuidade: A volta de Beto Rockfeller, com parte do elenco original. Não conseguiu a repercussão esperada, mas também não comprometeu o personagem.

Hoje, não existem mais os capítulos da novela. O pouco que sobrou de suas filmagens está guardado na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Quase todos os capítulos foram apagados pela própria Tupi, que usava as fitas para gravar por cima os capítulos seguintes. A Tupi já passava por dificuldades financeiras e todos os projetos que apareciam tinham de ser feitos com baixos custos, mas que trouxessem lucros para a emissora.

Elenco e Núcleos

LUIZ GUSTAVO - Beto Rockfeller

BETE MENDES - Renata

DÉBORA DUARTE - Lu

ANA ROSA - Cida

PLÍNIO MARCOS - Vitório

IRENE RAVACHE - Neide

WÁLTER FORSTER - Otávio

MARIA DELLA COSTA - Maitê

MARÍLIA PÊRA - Manuela

RODRIGO SANTIAGO - Carlucho

YARA LINS - Clô

JOFRE SOARES - Pedro

ELEONOR BRUNO - Dirce

WALDEREZ DE BARROS - Mercedes

RUY REZENDE - Saldanha

WLADIMIR NIKOLAIEF - Lavito

HELENO PRESTES - Tavinho

ESTER MELLINGHER - Tânia

MARILDA PEDROSO - Mila

PEPITA RODRIGUES - Bárbara

RENATO CORTE REAL - Bertoldo

ETTY FRASER - Madame Waleska

LIANA DUVAL

ALCEU NUNES

LUÍS AMÉRICO - Tomás

GÉSIO AMADEU - Gésio

ZEZÉ MOTTA - Zezé

MARILU MARTINELLI

LOURDES MORAES - Magda

JAYME BARCELLOS - Fernando

DIAS BARRETO - Secundino

LIMA DUARTE - Domingos / Duarte / Manoel Maria / Conde Wladimir / Secundino



Trilha Sonora *


01. F... COMME FEMME - Adamo (tema de Renata)
02. HERE, THERE AND EVERYWHERE - The Beatles (tema de Neide)
03. I STARTED A JOKE - Bee Gees (tema de Maitê)
04. SENTADO À BEIRA DO CAMINHO - Erasmo Carlos (tema de Beto)
05. ESTÁCIO HOLLY ESTÁCIO - Luiz Melodia
06. NOBODY BUT ME - Human Beinz
07. KID GAMES AND NURSERY RHYMES - Shirley & Alfred
08. SURFER DAN - The Turtles
09. I´M GONNA GET MARRIED - Sunday
10. ABRAHAM, MARTIN AND JOHN - Moms Mabley
11. YOU´VE GOT YOUR TROUBLES - Jack Jones
12. THE N´ CROWD - Jack Jones
13. DIO COME TI AMO - Gigliola Cinqueti (tema de Cida e Vitório)
14. SUNFLOWER - Mason Williams (tema de Neide)


* A novela não teve trilha sonora oficial lançada comercialmente. Essas são algumas das músicas tocadas na novela.





O DIREITO DE NASCER
Tupi - 21h30
282 capítulos
de 7 de dezembro de 1964 a 13 de agosto de 1965
novela de Talma de Oliveira e Teixeira Filho
baseada no original de Félix Caignet
direção de Lima Duarte, José Parisi e Henrique Martins




Havana, Cuba, 1899. A jovem Maria Helena de Juncal, filha de um dos homens mais importantes e poderosos de Havana, Dom Rafael Zomora de Juncal, está apaixonada por Alfredo Martins, filho de Dom Ramiro Martins, ex-sócio e inimigo do pai da moça. Eles sempre se encontram às escondidas e a única pessoa que sabe desses encontros é a negra Dolores, confidente de Maria Helena e empregada dos Juncal há muitos anos. Em uma de suas conversas, Maria Helena revela o que Dolores já desconfiava: a menina engravidou de Alfredo. As duas se desesperam, pois Dom Rafael jamais aceitaria esse neto bastardo.
Alfredo não aceita o filho e sugere aborto, deixando Maria Helena revoltada, pois quer ter o filho de qualquer maneira. Seus pais ficam sabendo da gravidez e Dom Rafael, revoltado, exige saber o nome do amante da filha. Maria Helena não diz, ele a surra e amaldiçoa o próprio neto. Ao descobrir que Alfredo Martins é o pai da criança, Dom Rafael obriga o rapaz a casar com sua filha, mas Maria Helena não aceita e ele manda Dolores e Maria Helena para uma de suas fazendas, onde ninguém poderá descobri-las. Dom Rafael instrui seu criado Bruno para que o chame apenas dias antes do parto.
A criança nasce, um menino, que é chamado de Alberto. Dom Rafael ordena que Bruno mate o bebê. Enquanto Maria Helena e Dolores dormem, Bruno rouba a criança e foge para o cafezal. Dolores desperta e pressentindo o que está para acontecer, sai correndo pela casa, rouba uma arma de Dom Rafael e vai atrás de Bruno pelo cafezal. Dolores encontra Bruno com uma faca tentando matar Albertinho no meio da mata. Ela atira em Bruno, que cai desmaiado, enquanto ela foge com o bebê. Maria Helena acorda, procura por Dolores e Dom Rafael diz que ela fugiu com a criança.
Maria Helena volta para sua casa em Havana e não é mais a mesma menina, está triste e angustiada, não se conforma com o ato de Dolores. O casal Juncal faz de tudo para que ela se alegre e esqueça do passado. Maria Helena conhece Jorge Luís, afilhado da Condessa Victória, uma das maiores fortunas de Havana. Apesar de namorar Emília, melhor amiga de Maria Helena, Jorge Luís se apaixona por Maria Helena e marcam o casamento. A família Juncal está novamente feliz, pois parece que Maria Helena encontrou seu caminho. Mas ela conta seu segredo a Jorge Luís e ele rompe, casando-se enfim com Emília. Dom Rafael fica irado e abandona Maria Helena na porta de um convento.
Dez anos se passam, Dolores e Albertinho moram agora em Santiago e começam a surgir problemas: na escola os amigos de Albertinho vivem dizendo ao garoto que Dolores não é sua mãe pois ela é negra e ele branco. Apesar de tudo Albertinho ama muito Dolores e a trata como mãe, Mamãe Dolores. Dom Rafael descobre Dolores e Albertinho, e eles fogem para Havana. Maria Helena, já uma freira, continua muito triste pensando em seu filho. Na mansão dos Juncal ocorre os preparativos para o casamento de Dora Juncal, irmã mais nova de Maria Helena, e Ricardo Monte Verde.
Por uma coincidência, Jorge Luís se encontra com Albertinho, que lhe presta um favor. Albertinho convida Jorge Luís para ir a sua casa. Convivendo com a família, começa a desconfiar que ele é filho de Maria Helena. Jorge Luís acompanha o crescimento e banca os estudos de Albertinho em Havana que se torna um famoso médico.
Anos depois, Dom Rafael sofre um acidente grave precisando de transfusão de sangue. Albertinho, já médico formado, ouve a notícia no rádio, se oferece como doador e salva a vida do homem, sem saber que ele é seu avô. Os anos e ironias da vida mostrarão que Dom Rafael, o avô poderoso, estava errado. O neto bastardo o salva da morte e acaba se casando com sua neta, Isabel Cristina.
Este original cubano de 1946 é sempre lembrado por ter os ingredientes necessárias para chegar às emoções do ser humano. Sua história, por incrível que pareça, não apresenta nenhum mistério que o telespectador só saberá ao final. Ao contrário, o público é quem sabe de tudo. Os personagens em cena se entrelaçam sem se conhecer suficientemente para admitir seus laços familiares. A expectativa se restringe em ver a reação de cada um ante novas revelações.
O encerramento desse primeiro grande sucesso da teledramaturgia teve uma festa no Ginásio do Ibirapuera em São Paulo, e no dia seguinte, a façanha seria repetida com maior repercussão no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. O estádio superlotado dava uma mostra do poder das novelas sobre as massas. Numa espécie de neurose coletiva, o povo gritava o nome dos personagens e chorava por Mamãe Dolores, Maria Helena e Albertinho. Nesse tumulto, a atriz Guy Loup (que passou a assinar por um bom tempo o nome de sua personagem, Isabel Cristina) chegou a desmaiar ante a emoção. Na verdade, nenhum ator brasileiro, em qualquer época, tivera as honras de tanta ovação.
Antes da apresentação na TV, O Direito de Nascer já havia sido sucesso no rádio. Em São Paulo, através da Rádio Tupi, com Wálter Forster interpretando Albertinho Limonta. No Rio de Janeiro, através da Rádio Nacional, sendo a voz do protagonista interpretada por Paulo Gracindo. Ambas as apresentações são da década de 50.
Nos anos 60 a TV Tupi ainda não era uma cadeia de televisão. A Tupi de São Paulo era independente da Tupi do Rio de Janeiro, e havia uma forte desavença entre as duas estações. Essa divergência gerou um fato curioso: O Direito de Nascer era produzida pela Tupi paulista, e como o diretor da Tupi carioca não queria prestigiar programas realizados em São Paulo, a Tupi carioca não tramsmitia a novela. A atração foi então apresentada pela TV Rio, onde conquistou o maior sucesso e levou os índices de audiência da estação às alturas.
Daniel Filho menciona em seu livro O Circo Eletrônico:
"Grande sucesso no rádio, a Tupi do Rio de Janeiro não aceitou colocar O Direito de Nascer no ar. Mas o Boni, pessoalmente, junto com o Wálter Clark, comprou os direitos da novela. Félix Caignet, o autor cubano, que vivia no México, quis receber o pagamento em dinheiro vivo. Dercy Gonçalves e David Raw foram os portadores dos dólares, que viajaram costurados no casaco de pele da Dercy, e trouxeram os textos originais. A TV Record de São Paulo não se interessou pelo Direito de Nascer, mas Cassiano Gabus Mendes, diretor da TV Tupi, aceitou produzir a novela para exbição em todo o Brasil, deixando a praça carioca para a TV Rio".
A novela teve dois remakes: o primeiro produzido pela própria Tupi em 1978, com Eva Wilma e Carlos Augusto Strazzer vivendo Maria Helena e Albertinho Limonta. O segundo remake foi gravado em 1997 e apresentado em 2001 pelo SBT, com Guilhermina Guinle e Jorge Pontual como protagonistas.



Elenco:
NATHÁLIA TIMBERG - Maria Helena
AMILTON FERNANDES - Albertinho Limonta
ISAURA BRUNO - Mamãe Dolores
GUY LOUP - Isabel Cristina
JOSÉ PARISI - Dom Jorge Luís Belmonte
ELIZIO DE ALBUQUERQUE - Dom Rafael Zamora de Juncal
MARIA LUIZA CASTELLI - Conceição
ROLANDO BOLDRIN - Dom Ricardo de Monteverde
VININHA DE MORAES - Dorinha
HENRIQUE MARTINS - Dom Alfredo Villareal Martins
CLENIRA MICHEL - Condessa Victória de Monteverde
LUIZ GUSTAVO - Osvaldo
ADRIANA MARQUES - Rosário
MÍRIAM KERR - Graziela
VERA CAMPOS - Julinha
MARCOS PLONKA - Dom Mariano
LÉO ROMANO - Ramon
JANE BATISTA - Dona Assunção
GENÉSIO CARVALHO - Fabiano
XISTO GUZZI
OSWALDO LOUREIRO


O AMOR TEM CARA DE MULHER
Tupi - 19h
de 2 de março a novembro de 1966
de Cassiano Gabus Mendes
baseada no original de Nene Castellar
direção de Cassiano Gabus MendesVIDA ALVES - Laura
CLEYDE YÁCONIS - Vanessa
EVA WILMA - Marcela
ARACY BALABANIAN - Matilde
LUIZ GUSTAVO - Paulo
SÉRGIO GALVÃO
TONY RAMOS
CARLOS EDUARDO DOLABELLA
ANA ROSA - Norah
ANA MARIA NABUCO
MARTA GREISS - Betina
MARLY MARLEY
MARCOS PLONKA
LISA NEGRI
JAIRO ARCO-E-FLEXA
WALMOR CHAGAS - Carlos
DINA SFAT - Maria Luísa
ADEMIR ROCHA - Danny
MARLENE FRANÇA
VININHA DE MORAES
MYRIAN PÉRSIA
Várias histórias, sempre com o mesmo tema - problemas conjugais, amorosos - contadas a partir de um instituto de beleza. Cada história tinha a duração de uma semana.
Embora estivesse nove meses no ar, não apresentou o mesmo sucesso alcançado na Amércia Latina, mudando duas vezes de horário.
Todavia, a sua sinopse lembra Locomotivas do próprio Cassiano Gabus Mendes.